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terça-feira, 19 de novembro de 2013

A vontade de nós dois


Muito além de tudo meus olhos olhavam
Teu corpo deitado com gosto de desejo
Palavras perdidas entre tantas verdades
Mãos que buscavam nossas loucas vontades

Travesseiros caídos, nossos corpos suados
Sussurros, desejos, olhares e beijos molhados
Loucura de uma entrega, muito além da razão
E nossos corpos gritando com a voz da paixão

Mãos que corriam buscando nossos segredos
Levando incontido prazer entre desejos e curvas
Homem e mulher, prazer e entrega, eu e você, 
Na perfeita harmonia de nosso acontecer


José João
19/11/2.013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Nas nuvens...merecemos


Ah!Essa minha louca loucura de ti possuir, te ter,
Te fazer de infinito prazer, entre espasmos e convulsões
Me entregar todo, ser dominado ou ser teu domínio,
Te buscar a alma pelo ventre, traze-la na sofreguidão
De um beijo molhado de ti pelo prazer de sentir
O gosto dos meus lábios em profanas carícias,
Sentir teu gosto trocado pelo sabor de tua vontade
Molhada, me lambuzar de ti, me banhar de ti,
Ficar entre tuas coxas como se ali fosse o caminho
Para o buscar um céu de prazer a se fazer luz.
Te quero, e é tanto o querer que tudo se faz pequeno,
Quartos, jardins, rios, mares, tudo se fez pequeno
Para essa minha tanta vontade de te fazer minha,
Tudo ficou pequeno para os gritos que sei, vou gritar,
Quando dentro de ti me sentir explodir num gozo
Do tamanho de nossos desejos. Sei, vais gritar,
Grunhir como fera, como loba no cio
Quando nossos corpos, em espasmos acelerados,
Na unificação do nosso prazer se contorcerem
Livres como se estivéssemos nas nuvens,
Na entrega mais perfeita de nós dois.

José João
31/10/2.013





terça-feira, 17 de setembro de 2013

Te quero assim, indecente e nua


Te quero assim, maravilhosamente indecente e nua,
Deusa do pecado, fêmea inocentemente despudorada,
A se fazer prazer, a entregar a carne molhada e crua.
Te quero assim, pecadora, fera felina, minha messalina
A se contorcer em espasmos convulsivos num gozo delirante,
Te quero como flor a se abrir toda para copular com a brisa,
Te quero assim, mundana, gritando heresias e blasfemias
Quando se sentir possuída, preenchida, quando até a alma
Grita em uivos, a explosão de um prazer que chega forte.
Te quero nua, molhada de vontade, quero sentir teu gosto,
Te sugar a alma pelo ventre cheio de vontade de sentir
Teu homem dentro de ti, brincando de colorir teu mundo
Com todas a cores do arco-íris, quando teu corpo,
Num violento tremor de prazer, gritar como uma fera,
Um grito cheio - até de fúria - pela conquista conseguida.
Te quero suada, ofegante, com o dadivoso e guloso ventre
Querendo, até implorando mais, molhado por tanto querer,
E eu, dentro de ti, me perdendo do cansaço, te levar, e ficar,
Dentro da mais louca entrega de um homem e uma mulher,
Como animais, apenas um macho e uma fêmea.
Que se entregam sem nem saber o que é pudor.


José João
17/09/2.013


 










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